Líderes mundiais enviarão vídeos em vez de viajarem para Assembleia Geral da ONU

Reunião anual em Nova York, em setembro, seria em 2020 uma celebração de uma semana do 75º aniversário do órgão mundial. Assembleia-Geral de 193 membros concordou nesta quarta-feira com as medidas especiais por causa da pandemia de coronavírus.

Os líderes mundiais vão mandar vídeos em vez de se reunir fisicamente na sede da Organização das Nações Unidas em setembro devido à pandemia de coronavírus, decidiu a Assembleia-Geral na quarta-feira (22), uma medida que abre caminho para a participação de pessoas preocupadas em viajar para os Estados Unidos, como o governante norte-coreano Kim Jong-un.

A reunião anual seria uma celebração de uma semana do 75º aniversário do órgão mundial, mas o secretário-geral da ONU, António Guterres, sugeriu em maio que os líderes enviassem pronunciamentos por vídeos devido a possíveis problemas de viagem.

A Assembleia-Geral de 193 membros concordou na quarta-feira com as medidas especiais.

“Cada Estado-Membro, Estado Observador e a União Europeia podem enviar uma declaração pré-gravada de seu chefe de Estado, vice-presidente, príncipe herdeiro ou princesa, chefe de governo, ministro ou vice-ministro, que será representado na Assembleia-Geral … após a apresentação de seu representante que estiver fisicamente presente”, de acordo com a decisão.

Tradicionalmente, centenas de eventos também são realizados à margem do debate da ONU, mas o presidente da Assembleia-Geral, Tijjani Muhammad-Bande, escreveu em uma carta aos Estados que “todos os eventos paralelos foram transferidos para plataformas virtuais a fim de limitar a presença e o número de pessoas no prédio da ONU”.

O coronavírus infectou pelo menos 15,1 milhões de pessoas e houve mais de 619 mil mortes registradas em todo o mundo, de acordo com contagem da Reuters. Nova York chegou a ser um epicentro global do vírus.

G1

Você pode gostar também