Dólar opera em alta e bate R$ 4,37

Na terça-feira, a moeda dos EUA fechou em alta de 0,64%, a R$ 4,3568.

O dólar segue negociado em alta nesta terça-feira (19), chegando a bater R$ 4,37, em meio à expectativa de investidores pela ata da última reunião do banco central norte-americano e atentos ao noticiário do coronavírus.

Às 10h27, a moeda norte-americana subia 0,36%, a R$ 4,3726. Na máxima até o momento, bateu R$ 4,3746. Veja mais cotações.

Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,64%, a R$ 4,3568, renovando máxima de fechamento. Na máxima da sessão, chegou a R$ 4,3613. A maior cotação já registrada durante um pregão foi no dia 13 de fevereiro, quando o dólar bateu R$ 4,3830.

Na parcial do mês, acumula até a véspera alta de 1,68%. No ano, o avanço é de 8,65%.

O Banco Central ofertará nesta quarta-feira até 13 mil contratos de swap tradicional com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020, para rolagem de contratos já existentes.

O que explica as altas recentes

Além das preocupações sobre o impacto do coronavírus na economia global, o dólar mais valorizado nas últimas semanas também tem refletido os juros em mínimas históricas no Brasil e as perspectivas sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira e andamento das reformas.

Diversas instituições financeiras têm revisado para baixo suas perspectivas para o crescimento econômico em 2020 na esteira da disseminação do novo coronavírus e da percepção de uma lentidão um pouco maior que o esperado no ritmo de crescimento neste início de ano.

O mercado brasileiro reduziu para 2,23% a previsão a alta do PIB em 2020, segundo pesquisa Focus divulgada na segunda-feira, mas diversos bancos e consultorias já estimam um crescimento de, no máximo 2%.

“Com a dinâmica de crescimento no foco, parece que estamos migrando para uma faixa de dólar entre R$ 4,25 e R$ 4,50”, disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos, ao Valor Online. Ele aponta que a moeda americana deve operar nesse nível por algum tempo.

A redução sucessiva da Selic desde julho de 2019 diminuiu ainda mais o diferencial de juros entre Brasil e outros pares emergentes, o que pode tornar o investimento no país menos atrativo para estrangeiros e gerar um fluxo de saída de dólar. Isso também contribui para uma maior desvalorização do real ante o dólar.

G1

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