Caso de coronavírus na Alemanha é o primeiro de transmissão interna na Europa

Homem de 33 anos não esteve na China e teve contato com pessoa infectada em solo alemão; Na terça, Japão informou sobre primeiro caso autóctone.

Autoridades de saúde da Alemanha informaram nesta terça-feira (28) que o paciente diagnosticado com coronavírus no país foi infectado em solo alemão. É o primeiro caso de transmissão autóctone da Europa. Na segunda-feira (27), o estado da Baviera havia confirmado a hospitalização de um homem de 33 anos com a doença respiratória.

Segundo a agência France Presse, o paciente infectado teve contato com uma colega chinesa que visitava o país. Ela já retornou à China, e “começou a passar mal no voo de volta para casa, em 23 de janeiro”, disse Andreas Zapf, do Departamento de Saúde da Baviera.

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A Secretaria Estadual de Saúde e Segurança Alimentar da Alemanha e o Instituto Robert Koch – instituto de pesquisa responsável pelo controle e prevenção de doenças – informaram que o risco à população da Baviera é baixo. O paciente infectado está em boas condições e isolado, com monitoramento constante.

Em um comunicado, a secretaria disse que as pessoas que estiveram em contato com o paciente foram informadas sobre possíveis sintomas, medidas de higiene e canais de transmissão.

Outro caso no Japão

O Japão confirmou na terça-feira o primeiro caso de transmissão interna. Um motorista de ônibus da cidade turística de Nata, que teria levado um grupo de viajantes de Wuhan. Com este, são 6 os casos confirmados neste país.

O vírus, que surgiu na cidade de Wuhan, região central da China, no final do ano passado, já matou 106 pessoas e infectou mais de 4.000, forçando milhões a ficarem em casa durante o grande feriado do Ano Novo Lunar e abalando os mercados globais.

OMS volta atrás

Na segunda, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a classificar como “elevado” o risco internacional de contaminação pelo novo coronavírus. O novo status é uma correção na avaliação feita anteriormente pela própria OMS. A organização esclareceu que, por um “erro de formulação”, havia apontado o risco como “moderado”.

Em seu relatório sobre a situação, a OMS indica que sua “avaliação de risco (…) não mudou desde a última atualização (22 de janeiro): muito alto na China, alto no nível regional e em todo o mundo”. Na prática, a alteração da nomenclatura não interfere em nenhuma mudança de protocolo da Organização.

G1

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